domingo, 28 de agosto de 2011

Uso do Hífen

Uso do Hífen

1. Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.

anti-higiênico, anti-histórico, macro-história, mini-hotel

2. Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra palavra.

micro-ondas, anti-inflacionário, sub-bibliotecário, inter-regional

3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia a outra palavra.

Autoescola, antiaéreo, intermunicipal, supersônico, superinteressante

>> Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras.

Minissaia, antirracismo, ultrassom, semirreta

Casos particulares

1. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r.

sub-região, sub-reitor, sub-regional, sob-roda

2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal.

circum-murado, circum-navegação, pan-americano

3. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice.

além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-hospedeiro vice-rei

4. O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobram-se essas letras.

Coobrigação, coedição, coeducar, cofundador, coabitação, coerdeiro, correu, corresponsável, cosseno

5. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras começadas por e.

Preexistente, preelaborar, reescrever, reedição

6. Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen diante de palavra começada por b, d ou r.

ad-digital, ad-renal, ob-rogar, ab-rogar

Outros casos do uso do hífen

1. Não se usa o hífen na formação de palavras com não e quase.

(acordo de) não agressão, (isto é um) quase delito

2. Com mal*, usa-se o hífen quando, a palavra seguinte começar por vogal, h ou l.

mal-entendido, mal-estar, mal-humorado, mal-limpo

> Quando mal significa doença, usa--se o hífen se não houver elemento de ligação.

mal-francês.

Se houver elemento de ligação, escreve--se sem o hífen.

mal de lázaro, mal de sete dias

3. Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu, mirim.

capim-açu, amoré-guaçu, anajá-mirim

4. Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.

ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Barroco / A arte da Contrarreforma

Barroco

1. Introdução

>> É o estilo de época que marca presença do fim do século XVI a meados do século XVIII. O nome BARROCO deriva de BARÓQUIA, península da Índia onde se encontrava uma pérola irregular que mescla tons claros e escuros. A arte assimilou esse nome porque é uma arte cheia de ornamentos e caracterizada, na pintura, pelo "chiaroscuro".

2. Contexto Histórico

2.1 Reações da Igreja à Reforma e ao Renascimento.
a) Concílio de Trento
> Reativação da inquisição
> "Index Libri Improbi"
> Companhia de Jesus

2.2 Mentalidade de Época
a) Medievalismo
b) Tomismo
c) Teocentrismo

3. Características Gerais do Barroco

3.1 Tenta fundir as conquistas renascentistas com a opressão contrarreformista:
a) Fusionismo: Tenta fundir num só conceito elementos opostos.
b) Dualismo: O homem encontra-se dividido, em eterno dilema e contraste.
c) Feísmo: Retomada de aspectos sentimentais, grotescos, sensoriais.

4. Tendências do Barroco

4.1 Cultismo:
a) Estímulos sensoriais
b) Rebuscamento / Extravagância
c) Predomínio de figuras de estilo: cromatismos, metáforas, hipérboles, sinestesias, assonâncias e aliterações, antíteses e paradoxos.
d) Conhecido também como Gongorismo

4.2 Conceptismo
a) Estímulos intelectuais
b) Lógica / Raciocínio
c) Predomínio de figuras de estilo: hipérboles, antíteses e paradoxos
d) Conhecido também como Quevedismo

5. Barroco em Portugal

5.1 Contexto
a) Morte de D. Sebastião
b) Domínio Espanhol (Felipe II)
c) Decadência Econômica (invasões holandesas)
d) Restauração (Sebastianismo)

5.2 Autores

5.2.1 Padre Antônio Vieira
a) Vida
> Escreveu mais 200 sermões. O mais famoso é o "Sermão da Sexagésima".
> A família veio de Portugal e fixou residência em Salvador.
> Aos 15 anos ingressou na Companhia de Jesus.
> Formou-se noviço, lecionou retórica e humanidades e tornou-se sacerdote.
> Foi a Portugal intermediar as negociações para recuperar as colônias.
> Graças às suas ideias, não foi aceito. Retornou ao Brasil
> Novamente no Brasil, é expulso por senhores de escravo..
> Em Portugal, é condenado pela Inquisição.
> É anistiado em Roma, sob a proteção da Rainha da Suécia.
b) Obra
> Sermão da Sexagésima
> Sermão do Mandato
> Sermão de Santo Antônio aos Peixes
c) Divisão dos sermões
> Proposição ou Exórdio
> Introito ou Exposição
> Invocação
> Argumentação
> Peroração (conclusão)

6. Barroco no Brasil

6.1 Introdução
a) Marco: Prosopopeia de Bento Teixeira (1601)
b) Barroco ou Ecos do Barroco: Embate sobre o contexto histórico.

6.2 Contexto
a) Economia Centrada na Cana-de-açúcar;
b) Grandes latifundiários (poderosos);
c) Educação religiosa, centrada na Companhia de Jesus;
d) Precariedade cultural (ausência de livrarias, imprensa e biblioteca sob domínio religioso);
e) Academias (Academia Brasílica dos Esquecidos; Academia Brasílica dos Renascidos).

6.2 Autores

6.2.1 Gregório de Matos (1623 (?) - 1693)
a) Vida
> Nasce na Bahia. Filho de pai português e mãe baiana.
> É educado por Jesuítas
> Em 1650, vai a Portugal estudar direito.
> Em 1661, torna-se juiz.
> Em 1681, retorna ao Brasil. Trabalha como advogado e funcionário público.
> Abandona tudo e entrega-se à vida boêmia.
> Começa a fazer sátiras.
> É deportado para Angola (pena por suas poesias)
> Retorna ao Brasil em 1695. Não pode mais escrever.

b) Obras
> Poesia Satírica
> Poesia Lírica (Amorosa / Erótica)
> Poesia religiosa
> Poesia Filosófica
> Poesias Graciosas

c) Características

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Morfologia

Morfologia

>> Estudar a estrutura das palavras é estudar os elementos que formam a palavra, denominados de morfemas. Os mormefas são unidades mínimas de caráter significativo.

1. Morfemas da Língua Portuguesa

1.1 Radical: O que contém o sentido básico do vocábulo. Aquilo que permanecer intacto, quando a palavra for modificada.

falar, comer, dormir, casa, carro
> Em se tratando de verbos, descobre-se o radical, retirando-se a terminação AR, ER ou IR.

1.2 Vogal Temática:


A) Nos verbos, são as vogais A, E e I, presentes na terminação verbal. Elas indicam a que conjugação a que o verbo pertence:

• 1ª conjugação = Verbos terminados em AR.

• 2ª conjugação = Verbos terminados em ER.

• 3ª conjugação = Verbos terminados em IR.

> O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que proveio do antigo verbo poer.


B) Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e U, no final da palavra, evitando que ela termine em consoante.

mesa, caneta, pena, livro
> Cuidado para não confundir vogal temática de substantivo e adjetivo com desinência nominal de gênero, que estudaremos mais à frente.


1.3 Tema: É a junção do radical com a vogal temática.


1.4 Desinências: É a terminação das palavras, flexionadas ou variáveis, posposta ao radical, com o intuito de modificá-las. Modificamos os verbos, conjugando-os; modificamos os substantivos e os adjetivos em gênero e número.

Existem dois tipos de desinências:

A) Desinências verbais: indicam o tempo, o modo, o número e a pessoa da forma verbal.

Comprasse, comprávamos, comprarias, compro
B) Desinências nominais: indicam o gênero e o número de substantivos e adjetivos.

cadeiras, pedras, águas, menino, dançarina

1.5 Afixos: São elementos que se juntam a radicais para formar novas palavras. São eles:

A) Prefixo: É o afixo que aparece antes do radical.

destampar, incapaz, amoral.

B) Sufixo: É o afixo que aparece depois do radical, do tema ou do infinitivo.

pensamento, acusação, felizmente

1.6 Vogais e consoantes de ligação:
São vogais e consoantes que surgem entre dois morfemas, para tornar mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras.

flores, bambuzal, gasômetro, canais.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Artigo de Opinião

Artigo de Opinião

1. Conceito: Gênero textual argumentativo, cujo objetivo é expor as impressões pessoas de seu ator frente a uma questão polêmica.

2. Veículos: Jornais, Revistas, Sites.

3. Características Discursivas:

A) Primeira / Terceira pessoa
B) Dialogicidade
C) Intertextualidade

4. Características Estruturais:

A) Contextualização / Apresentação
B) Introdução da Tese
C) Argumentação / Exemplificação
D) Conclusão / Prposta

5. Características Linguísticas:

A) Linguagem Culta.
B) Plasticidade.
C) Marcas de Subjetividade.
E) Citações.

Gênero Épico (Narrativo)

GÊNERO ÉPICO

INTRODUÇÃO

A palavra Épos vem do grego e significa versos. Era utilizada para designar uma história contada em versos. Contar uma história é relatar o que ocorreu com uma determinada personagem ou consigo mesmo. Só há história para ser contada quando existe, neste relato, transformação de estado. 

ELEMENTOS ESTRUTURAIS DA NARRATIVA
Narrador: é o ser que conta a história. É ele quem conhece e relata ao mundo o enredo.
Foco narrativo
a) Primeira pessoa: é o narrador que participa diretamente da história, seja como protagonista, seja como personagem secundária (Autodiegético).
b) Terceira pessoa: É o narrador que apenas conta a história, sem dela participar. 
> Observador: Apenas observa os fatos e os conta conforme os descobre. (Homo/Heterodiegético
> Onisciente: conhece profundamente os fatos, as personagens e seus destinos.

Personagens: são os entes criados pelo narrador.
Tipos de personagens
a) Protagonista: personagem principal de uma história
> Herói: personagem cujos valores são positivos.
> Anti-herói: prsonagem cujos valores são negativos.
b) Antagonista: personagem que se opõe ao protagonista.
c) Secundário: personagens marginais do enredo.
d) Personagens planos: não possuem densidade psicológica.
e) Personagens esféricos: possuem densidade psicológica.

Espaço: é o lugar onde o narrador insere os personagens.

Tempo: corresponde as noções temporais criadas pelo personagem.
a) Tempo ambiente: época criada ou reproduzida pelo narrador.
b) Tempo cronológico: período em que se desenvolve a história.
> Linear /Não-linear (Flashback)
c) Tempo psicológico: tempo mental das personagens. Não apresenta, necessariamente, lógica.

Enredo: é o conjunto dos fatos narrados, os quais se passam com um determinado personagem, em um determinado espaço e tempo. O enredo, geralmente, é estruturado em:
a) Introdução: apresentação dos elementos da narração.
b) Complicação: problema a ser resolvido pela personagem.
c) Climax: modo como é resolvido.
d) Desfecho: apresentação das condições finais dos elementos da narração. > Verossimilhança: os fatos de uma história não precisam ser verdadeiros, mas devem possuir lógica, fazendo que o leitor creia no que esteja lendo.

MODALIDADES DE GÊNEROS NARRATIVOS
a) Romance: apresenta um enredo complexo.
b) Novela: apresenta vários enredos sem complexidade, girando em torno de um principal.
c) Conto: apresenta um enredo simples, com poucos personagens e um conflito denso.
d) Crônica: apresenta um enredo corriqueiro, permeado por comentários. É um gênero Híbrido.
e) Épico: escrito em versos, narra a história de uma personagem heroica.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ortografia II

1. Uso dos sufixos:

1.1 Usa-se S:

a) Os sufixos -ÊS, -ESA, -ESIA e -ISA, quando o radical é substantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos:

Freguês / Freguesia / Poetisa / Baronesa / Princesa / Francesa

b) Nos sufixos gregos -ASE, -ESE, -ISE e -OSE:

Catequese / Mitose / Meiose
1.2 Usa-se C ou Ç

a) Os sufixos -AÇA.-AÇO, -AÇÃO, -ECER, -ÇAR, -NÇA, -UÇA, -UÇO:

Ricaço / Aguçar / Empalidecer / Dentuço / Carniça

1.3 Usa-se Z

a) Os sufixos –IZAR (desde que o radical da palavra de origem não termine com S):

Final - Finalizar / Concreto - Concretizar / Catequese - Catequizar / Enfase – Enfatizar (mas: análise- Analisar / Pesquisa – Pesquisar)

e) Os sufixos -EZ e -EZA das palavras derivadas de adjetivo:

Macio - Maciez / Rico - Riqueza / Linda - Lindeza

2. Depois de ditongos:

2.1 Som de Z: Utiliza-se o S:

Pausa / Coisa / Pouso

2.2 Som de S: Utilizam-se o C e o Ç:

Foice / Coice / Traição

2.3 Som de CH: Utiliza-se o X:

Peixe / Feixe / Frouxo

3. Com terminações

3.1 Usa-se G com as terminações -AGEM, -IGEM, -UGEM, -EGE - OGE:

Imagem / Vertigem / Penugem / Bege / Foge / Herege

3.1 Usa-se G com verbos terminados em -GER e –GIR

Eleger / Mugir / Fugir

3.2 Usa-se J com palavras terminadas em -AJE:

Laje / Ultraje

4. Derivados de Verbos e Flexão Verbal

4.1 Na flexão verbal de POR e seus derivados e QUERER:

Quis / Pus / Repusera / Quisessemos

4.2 Verbos terminados por -TIR ou –METER:

Admitir - Admissão / Percurtir - Percussão / Comprometer - Compromisso / Submeter - Submissão / Prometer - Promessa

4.3 As flexões do pretérito imperfeito simples do subjuntivo:

Ficasse / Terminasse / Fizesse / Pusesse

5. Depois de Algumas consoantes:

5.1 Fonema /J/

a) Depois da letra R, usa-se G

Emergir / Surgir

b) Depois da lertra A, usa-se G

Ágil / Agente / Agiota

5.2 Fonema /CH/

a) Depois de EN, usa-se X

Enxada / Enxoval / Enxutar