segunda-feira, 26 de março de 2012
Autores - Segunda Geração
terça-feira, 20 de março de 2012
Gil Vicente
- Tinha prestígio na corte - era conhecido por seus trabalhos.
- Encenou "Monólogo do Vaqueiro" (Nascimento de D. João III).
a) Auto das Barcas.
b) Auto da Lusitânia.
a) Farsa do Velho da Horta.
b) A Farsa de Inês Pereira.
4.3 Outras: Peças com cunho classicista e poemas palacianos.
a) Floresta de Enganos.
Humanismo
segunda-feira, 19 de março de 2012
Gonçalves Dias
A Farsa de Inês Pereira
A peça tem início com a entrada de Inês Pereira cantando e fingindo que trabalha em um bordado. Logo começa a reclamar do tédio deste serviço e da vida que leva, sempre fechada em casa. A mãe, ouvindo suas reclamações, aconselha-a a ter paciência. Inês é uma jovem solteira que sofre a pressão constante do casamento. Imagina Inês casar-se com um homem que ao mesmo tempo seja alegre, bem-humorado, galante e que goste de dançar e cantar, o que já se percebe na primeira conversa que estabelece com sua mãe e Leonor Vaz. Essas duas têm uma visão mais prática do matrimônio: o que importa é que o marido cumpra suas obrigações financeiras, enquanto que Inês está apenas preocupada com o lado prazeroso, cortesão.
Lianor Vaz aproxima-se contando que um padre a assediou no caminho. Depois de contar suas aventuras, diz que veio trazer uma proposta de casamento para Inês e lhe entrega uma carta de seu pretendente, Pero Marques, filho de lavrador rico, o que satisfazia a idéia de marido na visão de sua mãe. Inês aceita conhecê-lo apesar de não ter se interessado pela carta. Pessoalmente, acha Pero ainda mais desinteressante ainda e recusa o casamento. Sua esperança agora está nos Judeus casamenteiros a quem encomendou o noivo de seus sonhos.
Aceita então a proposta de dois judeus casamenteiros divertidíssimos, Latão e Vidal, que somente se interessam no dinheiro que o casamento arranjado pode lhes render, não dando importância ao bem-estar da moça. Então lhe apresentam Brás da Mata, um escudeiro, que mostra-se exatamente do jeito que Inês esperava, apesar das desconfianças de sua mãe. Antes de vir conhecê-la, porém, o tal Escudeiro, na verdade, pretensioso e falido, combina com seu mal-humorado pajem as mentiras que dirá para enganar Inês.
O plano dá certo e eles se casam. No entanto, consumado o casamento, Brás, seu marido, mostra ser tirano, proibindo-a de tudo, até de ir à janela. Chegava a pregar as janelas para que Inês não olhasse para a rua. Proibia Inês de cantar dentro de casa, pois queria uma mulher obediente e discreta.
Encarcerada em sua própria casa, Inês encontra sua desgraça. Mas a desventura dura pouco pois Brás torna-se cavaleiro e é chamado para a guerra, onde morre nas mãos de um mouro quando fugia de forma covarde.
Finalmente em liberdade, a moça não perde tempo.Viúva e mais experiente, fingindo tristeza pela morte do marido tirano, Inês aceita casar-se com Pero Marques, seu antigo pretendente. Aproveitando-se da ingenuidade de Pero, o trai descaradamente quando é procurada por um ermitão que tinha sido um antigo apaixonado seu. Marcam um encontro na ermida e Inês exige que Pero, seu marido, a leve ao encontro do ermitão. Ele obedece colocando-a montada em suas costas e levando Inês ao encontro do amante.
Consuma-se assim o tema, que era um ditado popular de que "é melhor um asno que nos carregue do que um cavalo que nos derrube".
Contos Novos
O ladrão - Sua narrativa é simples: toda uma vizinhança é acordada com a gritaria de perseguição a um ladrão. Num primeiro momento, marcado pela agitação, os moradores reagem com atitudes que vão do medo ao pânico e à histeria, anulados pela solidariedade com que se unem na perseguição ao ladrão. Num segundo momento, caracterizado pela serenidade e enleio poético, um pequeno grupo de moradores experimenta momentos de êxtase existencial. Os comportamentos se sucedem, numa linha que vai do instinto gregário ao esvaziamento trazido pela rotina. O engraçado é que ninguém chega a ver esse bandido, o que leva à dúvida sobre sua existência. No entanto, serviu para unir as pessoas em plena madrugada para viverem um pouco da alegria coletiva, o que já estava começando a desaparecer na São Paulo da época de Mário de Andrade.
Chama a atenção nesse conto como o elemento coletivo é bastante vivo, chegando perto da técnica apresentada por Aluísio Azevedo em O Cortiço.
Primeiro de Maio - Conflito de um jovem operário, identificado como "chapinha 35", com o momento histórico do Estado Novo. 35 vê passar o Dia do Trabalho, experimentando reflexões e emoções que vão da felicidade matinal à amargura e desencanto vespertinos. Mesmo assim, acalenta a esperança de que, no futuro, haja liberdade democrática para que "sua" data seja comemorada sem repressão. O conto possui uma excelente ideia que pecou pelo aspecto panfletário. Sua personagem principal, 35 (a maneira como as personagens são nomeadas, por meio de números, não só indica a desumanização por que passam dentro do sistema capitalista, como também faz referência a datas importantes, como 35 (ano em que foi decretado o feriado de Primeiro de Maio) e 22, ano de fundação do Partido Comunista Brasileiro), um carregador de malas da Estação da Luz, sofre uma transformação psicológica: vai da visão ingênua sobre o feriado até a noção desencantada e decepcionada, mais próxima da realidade (talvez a aquisição de conhecimento, consciência, esteja simbolizada na maçã que 35 come no decorrer do final do conto). Acha estranho que o feriado seja comemorado por um grupo de políticos encasacados, enquanto os trabalhadores são impedidos pela polícia de se agruparem. Atrás da catedral de
Ruão - Relato dos obsessivos anseios sexuais de uma professora de francês, quarentona invicta, que procura hipocritamente dissimular seus impulsos carnais. Aplicação ficcional da psicanálise: decifração freudiana. O conto foge um pouco ao tom dos demais em terceira pessoa, pois apresenta uma forte abordagem freudiana, aproximando-se, portanto, dos contos em primeira pessoa. Sua protagonista, mademoiselle, é uma velha solteirona virgem que se dedica a pajear jovenzinhas da burguesia paulistana. Sua sexualidade reprimida é descarregada em diversas formas de recalque, a começar pela coriza constante. Mas o que chama mais atenção é a sua linguagem, sempre na proximidade do perigo, dizendo e não dizendo nada erótico, o que delicia as adolescentezinhas, fazendo-as entrarem no mesmo jogo. O problema é que as meninas vão crescendo e vão trilhando caminhos sexuais que a dama de companhia não conhece. Vi ficando cada vez mais para trás.
Seu último recalque manifesta-se no final do conto. Durante a narrativa a protagonista fazia referência a uma mulher que havia sido violentada na escuridão atrás da Catedral de Ruão, na França. Esse acontecimento ficou tão marcado em sua mente que, certa vez, voltando para casa, acaba por descer no ponto errado. Seu inconsciente já estava dominando.
Para chegar até a sua casa, tem de passar pelo Largo Santa Cecília, onde fica a igreja de mesmo nome. Poderia muito bem ir pela frente, mas alguma força a faz ir para a parte de trás da igreja.
Nesse ponto, mademoiselle ouviu passos atrás dela. Apressou sua carreira, mas sentiu que os seus perseguidores também se apressavam. Até que se viu derrubada no chão e atacada sexualmente.
No parágrafo seguinte, vemo-la chegando à entrada de sua pensão, esbaforida. Os sujeitos que andavam atrás dela conversam despreocupadamente, alheios à presença dela. Tudo não havia passado de delírios da solteirona. Esquizofrenia, eis a sua perversão.
Surpreendentemente, quando os homens passam perto, ela dá uma nota para eles, dizendo “merci pour votre bonne compagnie” (“Obrigado por vossa boa companhia”, em francês. Este conto está recheando de expressões nessa língua, que devem ser ignoradas, pois sabê-las ou não não traz enormes prejuízos à compreensão do texto).
O poço - Mais eficiente em sua crítica social pois o faz de maneira mais literária e menos panfletária, é uma história que se passa em um pesqueiro, lugar predileto de lazer da burguesia da época. O seu dono está preocupado com a construção de um poço, uma benfeitoria para si e para os visitantes, o que o faz ficar chateado com o atraso da obra, graças ao frio e à umidade do inverno. Era impossível trabalhar com as paredes enlameadas e com risco de desabamento.
Contrariado, aceita a interrupção da obra. O problema é que, ao mostrar a construção para seus visitantes, deixa cair sua caneta. De maneira tirana, força seu empregados a tentar resgatá-la. Quem se dedica a realizar a tarefa é um empregado raquítico e doente, mas adequado para descer no poço. Ainda assim, o clima cada vez mais árduo e o mergulho no lamaçal do poço só pioram sua situação.
De uma forma bem expressionista, conforme se aproxima do clímax do conto, em que a opressão aos operários se torna mais cruel, o frio vai-se tornando mais agudo e o barulho do maquinário do poço vai piorando, como se não mais gemesse, mas gritasse.
No final, o irmão do sacrificado impõe-se de maneira arriscada, dizendo que seu parente não iria mais mergulhar. Houve um impasse, logo desfeito, com a paternal advertência de que o subordinado deveria tomar cuidado com o tom com que se dirigia ao seu patrão.
Dias depois, já afastadas as dificuldades climáticas, os empregados puderam resgatar a caneta do lamaçal, entregando-a ao patrão como se fosse um objeto sagrado. Mas (era de se esperar) já não funcionava mais. Para revolta do leitor, o poderoso joga-a fora; abrindo a gaveta, vêem-se outras iguais.
Peru de Natal - A história passa-se poucos meses depois da morte do pai de Juca. Ainda sob a sombra do luto, o narrador tem a idéia de possibilitar um pouco de alegria às suas “três mães”: mãe, irmã e tia (note que pode ser visto aqui um indício de complexo de Édipo). Expressa o desejo de comemorar o Natal com a degustação de um peru. Socialmente – não se deve esquecer o luto – era uma idéia que poderia ser reprovada, mas quem não curtiria um pouco de prazer na vida? Dessa forma, quando Juca expressa tal desejo, serve de válvula de escape para a família. Nenhuma delas poderia ter feito aquele pedido, mas o desejavam. Assim, com a desculpa de que estavam preocupadas em atender o desejo de um “doidinho”, embarcam na comemoração que também as satisfaz (será essa a função do artista: expressar o que os outros têm reprimido, represado?).
Interessante é lembrar que a família nunca fora desses tipos de festejos, por causa do espírito econômico, seco do pai. O narrador faz lembrar que este não era um chefe de lar cretino, que desprezava suas responsabilidades. Pelo contrário, nunca deixou de sustentá-la. Mas era incapaz daqueles pequenos prazeres, o que acabava por castrar seus parentes.
Esse caráter censor mostra-se forte até mesmo após sua morte. Durante a ceia de Natal, enquanto comiam prazerosamente o peru, a mãe lembra-se que estava tudo perfeito, só faltava o pai. Foi o suficiente para mergulhar a mesa em prantos, para desespero de Juca.
É quando o rapaz tem uma excelente jogada. De uma forma que pode ser entendida como hipócrita, o narrador lembra que a mãe tinha razão. Para tudo ficar perfeito, só faltava mesmo a presença do falecido, mas que onde quer que este estivesse, estaria contente vendo a família reunida. Com tal expediente, em pouco tempo a alegria retornava à mesa e todos voltaram a devorar o peru, enquanto o fantasma do pai começava a diminuir.
Existem elementos nesse conto que fazem referência aos estudos de Freud, Totem e Tabu principalmente. Nota-se isso, primeiro, pela figura do pai como castrador (a idéia do pai como figura castradora vai ser também a base da defesa do matriarcado de um mítico Brasil pré-cabralino, percebida na Antropofagia de Oswald de Andrade e até em Macunaíma, de Mário de Andrade. Lembre-se de que a principal divindade desta obra é Vei, a Sol. Assim, essa civilização, sob a figura da mãe, não reprimiria os prazeres carnais, ao contrário da nossa civilização, patriarcal e judaico-cristã, que tem como principal deus uma figura masculina e, portanto, repressora) e da necessidade de devorá-lo para que haja libertação. Note que a lembrança do pai era um tabu (assunto a ser evitado; foi lembrado, tocado, estragou a ceia). Note a devoração antropofágica representada no momento em que o peru vai sendo comigo: paralelamente, a imagem do pai vai diminuindo, transformando-se num totem, ou seja, elemento a ser nobremente (e talvez friamente) reverenciado.
Frederico Paciência - o único texto em que Mário de Andrade tematizou, ainda que de forma tão tangencial, o homossexualismo.
Pegamos Juca na fase escolar, no que hoje se chamaria a passagem da 8a série para todo o Ensino Médio. Fase conturbada, dizem os psicanalistas, pois é nela que se afirma a identidade sexual, o que implica lembrar que é nela em que tal caráter está oscilante.
A maneira como Juca descreve o seu novo companheiro de escola, Frederico Paciência, destacando seu aspecto solar (alguns mitos (provavelmente Mário de Andrade, profundo estudioso desse assunto, deveria conhecê-los) narram a impossibilidade de relação amorosa entre o sol e a lua, pois nunca se encontram. Esse elemento pode ser relacionado a Juca (de caráter melancólico e, portanto, lunar) e Frederico Paciência (dono de uma explosão de vida e, portanto, de caráter solar), sua cabeleira e sua peitaria, põe a nu a carga sexual do relacionamento. O problema é que, assim como no final de Vestida de Preto, o conto vai estar pontuado de momentos em que se chega próximo do clímax de felicidade, sem saciá-la. Uma vez, um garoto apanhou dos dois meninos porque insinuou algo. Foi a glória para Juca. Outra vez, os dois partilharam a posse momentânea de um livro sobre a história da prostituição. Era uma intimidade num campo perigoso, sexualidade, ao mesmo tempo que gerara remorso em Juca, pois, com tal livro, havia contribuído para macular a imagem solar e pura do amigo.
E por aí os dois vão, deliciando-se em passear abraçados da casa de um para a casa de outro, a ficar no sofá, cabeças unidas. Vivem na proximidade do perigo, como faz mademoiselle, de Atrás da Catedral de Ruão. Era um recalque, assim como o era a maneira como se deliciavam em discutir e se agredirem. Mas queriam apenas intuir a sensualidade, sem jogar para o consciente. Qualquer tentativa em contrário era reprimida.
Um dia, velório do pai de Frederico, os dois tiveram um momento mágico de sedução. Depois de expulsar um homem preocupado, como abutre, com negócios ligados ao falecimento, Juca e seu amigo vão para o quarto. Frederico fica conversando na semi-escuridão. Juca perde-se admirando os lábios carnudos de seu amigo, deitado. Percebendo o lance, Frederico pára de conversar e levanta-se da cama. Falta pouco, percebe-se, para os dois entregarem-se.
No entanto, a lembrança do pai, ainda sendo velado, parece impor-se entre os dois (semelhante à imagem castradora do pai de O Peru de Natal), esfriando completamente o clima. A partir de então, a amizade muda de rumo, perdendo a intensidade.
Por fim, o tanto vira nada. Terminado o colégio, separaram-se, Frederico indo para o Rio. Anos depois, Juca fica sabendo da morte da mãe de seu antigo amigo. Era a grande chance de reatar tudo, sob o pretexto de consolar o necessitado. Mas termina por mandar um telegrama formal, o que arrefece de vez todo o relacionamento.
Nélson - Registro do comportamento insólito de um homem sem nome. Num bar, um grupo de rapazes exercita seu "voyeurismo" pela curiosidade despertada pelo estranho sujeito: quatro relatos se acumulam, na tentativa de decifrar a identidade e a história de vida de uma pessoa que vive ilhada da sociedade, ruminando sua misantropia.
Conto muito estranho, talvez por ser o único que ainda não passou pela revisão final do autor. Marcante é a utilização de vários focos narrativos, em que há uma técnica cubista de colagem de várias histórias, todas sobre o misterioso personagem que freqüenta o bar em que todos estão.
Parece que cada pessoa tem alguma história sobre o misantropo protagonista. Uns dizem que fora apaixonado por uma paraguaia, que o abandonou quando, educada, ficou sabendo do massacre que o Brasil causou ao país dela durante a Guerra do Paraguai. Outros mencionam ter participado da Coluna Prestes. Outros dizem que ele, ao contrário, teria lutado contra a Coluna. Parece ter sido durante esse combate que teria ficando com o braço deformado, a mão em formato de gancho: ficara embaixo d’água, no Pantanal, para escapar do inimigo, quando começou a ser atacado por piranhas, agüentando até que pudesse escapar.
Nelson percebe que está sendo observado, o que o faz sair do bar. Agora o foco narrativo o acompanha. A misantropia da personagem é tamanha que se vê impossibilitada de seguir o seu caminho porque há bêbados à sua frente. No momento em que um policial afasta os arruaceiros, Nelson rapidamente se esgueira, como um bicho, para a sua casa, tranca-se, não se esquecendo de dar três voltas na chave. Isola-se do gênero humano.
Tempo de camisolinha - Provavelmente seu narrador é o mesmo dos outros três, apesar da mudança de nome: Carlos.
O título é uma referência à roupa que o protagonista, ainda no início da infância, usava, típica de criança e que o irritava – claro sinal de que já estava crescendo, apesar de sua mãe não perceber. Nota-se que a criança estava no limiar de sua idade pelo fato de sempre estar brincando com seu pênis, o que, dizem os psicanalistas, equivale ao terceiro e último momento da primeira infância, a fase genital. É interessante lembrar que esse é justamente o momento de socialização da criança: ou vai haver um direcionamento em sua personalidade para o altruísmo, ou haverá para o egoísmo. Coincidência ou não, é este justamente o tema do conto.
A história passa-se numa rara viagem de férias em Santos, possibilitada apenas por causa de um período de convalescença da mãe do narrador (o pai do narrador Carlos não era afeito a esses luxos, o que faz lembrar o pai de Juca, de O Peru de Natal, reforçando a tese de se tratarem das mesmas personagens).
Em seus passeios, a criança, após desafiar a santa (já se disse que Carlos gostava de manipular seu pênis. Mas era sempre repreendido por sua mãe, sob a alegação de que a santa (um quadro na parede) não iria gostar. Nesse dia, Carlos, aproveitando que ninguém estava em casa, exibe com toda empáfia seu diminuto membro para a divindade, espantando-se por nada acontecer. Rompia limites. Estava crescendo), acaba ganhando de um pescador três estrelinhas do mar. O pobre homem havia dito, ao presenteá-las, que serviam para dar boa-sorte. O menino volta para casa feliz, mesmo sem saber direito o que era sorte, guardando as preciosidades no quintal de sua casa. Mas seu estado é tal que fica toda hora indo visitar seus troféus.
Até que, em outro de seus passeios, conhece um português infeliz. Fica sabendo que o sujeito tinha “má sorte”: muitos filhos pequenos, dificuldade para criá-los e uma esposa paralítica. O menino ficou penalizado. Num esforço enorme, volta para sua casa, pega suas estrelinhas e dá a mais bonita para o infeliz.
É o momento de dois grandes aprendizados. O primeiro está na idéia de que a nossa felicidade é sempre diminuída pela infelicidade que existe no mundo. O segundo é a noção de altruísmo, mesmo que para tanto deva diminuir seu bem-estar.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Palavras Denotativas
Palavras Denotativas
1. Introdução
a) É um grupo heterogêneo de palavras que não são enquadradas como advérbio.
b) Elas não modificam o verbo, nem o advérbio, nem o adjetivo, nem outro advérbio.
c) Essas palavras possuem papel transfrásico diferentes do da subordinação e do da coordenação.
2. Tipos de Palavras Denotativas
a) Inclusão: também, até, mesmo.
b) Exclusão: só, somente, salvo, senão, apenas.
Todos trouxeram a tarefa pronta, senão Pedro.
c) Situação: mas, então, pois
d) Retificação: aliás, melhor, isto é, ou antes, ou seja.
e) Designação: eis
f) Realce:é que, lá, só, ora, que
g) Explicação: a saber, por exemplo, isto é, tais quais.
Há várias formas de estudar, a saber: resumos, fichamentos, resoluções de exercícios.
terça-feira, 13 de março de 2012
Gênero Dramático
a) Personagens
b) Falas
c) Rubricas
> Época
> Cenário
> Figurino
> Palco
> Personalidade
ESTRUTURA DO GÊNERO DRAMÁTICO
a) Atos: série de cenas ligadas por uma temática
b) Cenas: são divididas conforme a ação das personagens.
MODALIDADE DE DRAMA
a) Comédia: retrata os costumes populares de uma sociedade, satirizando seus defeitos por meio de personagens estereótipos.
b) Tragédia: retrata a parte sensível do ser humano, seus sentimentos, seus problemas, suas tensões.
c) Tragicomédia: retrata os problemas vividos pelo ser humano por meio de momentos cômicos.
d) Farsa: pequena peça teatral cujo objetivo é reproduzir costumes grotescos de uma determinada época.
e) Auto: peça com conteúdo religioso ou profano, sempre embasada em simbolismos.
Trovadorismo
1. Introdução
2. Ciclos
- Ciclo da Grã Bretanha ;
- Ciclo do Amadis;
- Ciclo de Carlos Magno.
3. O ciclo Bretão
3.1 “A demanda do Santo Graal”
4. Ciclo de "Amadis":
“Amadis de Gaula”
segunda-feira, 12 de março de 2012
Fernando Pessoa
Romantismo no Brasil
sexta-feira, 2 de março de 2012
Acentuação Gráfica
Acentuação Gráfica
b) Monossílabos Tônicos: Substantivos, adjetivos, Advérbios e Verbos compostos por uma sílaba.
c) Oxítonas: Palavras cuja última sílaba é tônica
Café, Piauí, Sofá
d) Paroxítonas: Palavras cuja penúltima sílaba é tônica.
e) Proparoxítona: Palavras cuja antepenúltima sílaba é tônica.
2. Regras de Acentuação
2.1 Monossílabos.
2.2 Oxítonas
b) Acentuam-se também os verbos terminados em A, E e O seguidos de pronomes átonos.
c) Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em ditongos abertos (ÉU, ÉI e ÓI).
2.3 Paroxítonas
a) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em L, N, R, X, PS; e ditongos crescentes EI, ÃO, Ã(s), I(s), ON (s), UA(s) UM (ns) e U(s)
Automóvel, Hífen, Caráter, Tórax, Bíceps, Jóquei, Órgão, Ímã, Táxi, Elétron, Água, Álbum, Jiu-jítsu
c) REFORMA: Paroxítonas com sílabas U ou I precedidas de ditongos decrescentes não são mais acentuadas.
d) REFORMA: Paroxítonas (e também oxítonas) com sílabas U ou I precedidas de ditongos crescentes são acentuadas.
2.4 Proparoxítonas
b) As únicas exceções são as palavras estrangeiras não aportuguesadas.
b) Os hiatos OO e EE não são mais acentuados.
b) Somente palavras estrangeiras mantiveram o trema.
2.7 Acentos Diferenciais
Contém/Contêm. Provém/Provêm