Concretismo
1. Introdução
- O concretismo foi um movimento vanguardista que ocorreu nas artes plásticas, na música e na poesia. Surgiu na Europa, na década de 50, e teve seu auge até a década de 60.
- No Brasil, Surgiu com a publicação em 1956 da revista Noigrandes, que lançou o concretismo na literatura brasileira, com os irmãos Augusto e Haroldo Campos e Décio Pignatari.
2. Lançamento
- 1952: Revista Noigandres (“Antídoto do Tédio”). Publicada pelos irmãos Camos e Décio Pignatari.
- 1956: Exposição Nacional de Arte Concreta reunindo artistas paulistas e cariocas no Musel de Arte de São Paulo (MASP).
3. Características
- Ênfase na racionalidade, no raciocínio e na ciência;
- Elaboração artística em busca da forma precisa;
- Uso de figuras abstratas nas artes plásticas.
- União entre a forma e o conteúdo na obra de arte;
- Busca de efeitos gráficos, aproximando a poesia da linguagem a do design;
- Envolvimento com temas sociais (a partir da década de 60).
4. Princípios
- Abolição do verso tradicional, gerando uma poesia objetiva, concreta, feita quase tão somente de substantivos e verbos; uma linguagem necessariamente sintética, dinâmica, homóloga à sociedade industrial;
- O poema transforma-se em objeto visual, valendo-se do espaço gráfico como agente estrutural: uso dos espaços brancos, de recursos tipográficos, etc.; em função disso o poema deverá ser simultaneamente lido;
- Utilização de paronomásias, neologismos, estrangeirismos; separação de prefixos e sufixos repetição de certos morfemas; valorização da palavra solta (som, forma visual, carga semântica) que se fragmenta e se recompõe na página
4. Principais Nomes
- Augusto de Campos;
- Haroldo de Campos;
- Décio Pignatari;
- Ferreira Goullar;
- Ronaldo Azevedo;
- Vladimir Dias Pino;
- Reinaldo Jardim;
- Mário Faustino;
- Oliveira Bastos.
5. Desdobramentos do concretismo
5.1 Poesia-Práxis:
Lançada a partir de 1961 com o Manifesto Didático, liderada por Mário Chamie, considerava a palavra um organismo vivo, o qual gera o outro.
5.2 Poesia social:
Movimento de reação contra a poesia concreta por poetas que a considerava exagerada em formalismo. Propunham a volta dos versos, a linguagem simples e a visão da poesia como instrumento de expressão social e política. É ilustrador dessa perspectiva: Ferreira Gullar.
5.3 Poesia marginal
Movimento de contracultura que se caracteriza por uma linguagem e uma temática bastante diversificadas, com ironia e linguagem coloquial. A designação “marginal” vale para poetas que produziam uma poesia à margem dos meios editoriais convencionais ( de maneira artesanal), à margem da crítica literária e dos valores convencionais. Poesia sem edição, livre dos padrões de produção e distribuição, com tiragem pequena. Alguns autores dessa prática são conhecidos: Paulo Leminski e Chacal.