terça-feira, 26 de junho de 2012

Segunda Fase do Modernismo - Prosa

Segunda Fase do Modernismo  - Prosa

1. Introdução
- Neorrealismo / Neonaturalismo;
- Grupo de Recife - 1920: Gilberto Freire apresenta um projeto de estudo da sociedade local;
- O regionalismo é retomado na literatura como forma de composição e constituição de enredos.


2. Características
- Retomada do enredo acabado, dramático, negligenciado pelos modernistas da primeira geração;
- Denúncia social e engajamento político: ideologias marxistas como forma de compreensão da realidade;
- Coloquialismo: a prosa regionalista valoriza e mantém a língua local, não primando pela norma culta;
- Psicologismo: é retomada a análise psicológica das personagens, típica do realismo machadiano.

3. Temáticas
- Seca;
- Sofrimento do povo e cangaceirismo;
- Coronelismo e jaguncismo;
- Misticismo e religiosidade;
- Contrastes sociais;
- Formação histórica.

4. Tipos de Romance
- Romances Psicológicos;
- Romances Sociais;
- Romances Regionalistas;
- Romances Históricos.

>> Há a congruência desses tipos em uma única obra.

5. Ciclos

5.1 Ciclo da Cana-de-açúcar
- É ambientado na zona da mata, em engenhos de cana-de-açúcar;
- Representa o ápice e o declínio dos engenhos, bem como a exploração de sua gente.
>> José Américo de Almeida:  A Bagaceira
>> José Lins do Rego:  Menino de Engenho e Fogo Morto.

5.2 Ciclo da Seca
- É ambientado no triângulo da seca (sertão da Bahia, Ceará);
- Apresenta a seca nordestina, toda miséria por ela gerada e a exploração dos retirantes.
>> Graciliano Ramos: Vidas Secas, São Bernardo, Caetés e Angústia.
>> Raquel de Queirós: O Quinze.


5.3 Ciclo do Cacau
- É ambientado na Bahia, nas fazendas de cacau;
- Representa o povo marginalizado da Bahia, tanto no seu interior quanto na capital.
>> Jorge Amado: Cacau, Capitães de Areia, A morte e a Morte de Quincas Berro D'Água.


5.4 Ciclo de Porto Alegre
- É ambientado no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
- Representa a formação histórica e os problemas do Rio Grande do Sul.
>> Érico Veríssimo: O Tempo e o Vento, Incidente em Antares.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade

1. Introdução
- É considerado o maior poeta da língua portuguesa do século XX.

2. Vida
- Nasceu em Itabira, Minas Gerais, em 1902;
- Era filho de fazendeiros ricos, interioranos;
- Formou-se em Farmácia no ano de 1925;
- Com outros intelectuais, fundou "A Revista", em 1825;
- Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi funcionário público e jornalista;
- Morreu em 1987, deixando vasta obra composta por crônicas e, principalmente, por poesias.

3. Divisão da Obra
3.1 Eu maior que o Mundo
- Poesia de cunho irônico, com grande influência do modernismo de primeira fase.
Algumas Poesias
Brejo das Almas

3.2 Eu menor que o Mundo
- Poesias com temas políticos, que mostraram o sofrimento do homem diante dos problemas sociais.
Sentimento do Mundo
A Rosa do Povo

3.3 Eu igual ao Mundo
- Poesia filosófica-existencialista, com natureza especulativa.
Claro enigma

4. Características da Obra de Drummmond
- Desajustamento do homem;
- Saudade da infância;
- Confecção e função da poesia;
- Questionamento sobre a vida;
- Coloquialismo e liberdade formal.

5. Divisão de Drummond

5.1 "Um todo Retorcido"
- Poemas que retratam um sujeito diferente (gouche) ao mundo.

5.2 "Uma Província: Esta"
- Poemas que retratam a terra natal (Itabira ou Minas).

5.3 "A Família que me Dei"
- Poemas que retratam a evocação da família.

5.4 "Cantar de Amigos"
- Poemas que homenageiam os amigos do poeta.

5.5 "Amar-Amaro"
- Poemas que retratam a solidariedade e fraternidade social.

5.6 "Uma, Duas Argolinhas"
- Poemas que retratam o (des)conhecimento amoroso.

5.7 "Metapoesia"
- Poemas que investigam a natureza da criação poética.

5.8 "Na Praça de Convites"
- Poemas que retratam o exercício lúdico da criação.

5.9 "A Máquina do Mundo"
- Poemas que retratam o sentido da existência no mundo.



domingo, 17 de junho de 2012

Segunda Fase do Modernismo - Poesia

Segunda Fase do Modernismo - Poesia

1. Introdução

- É iniciada com a obra Alguma Poesia, de Carlos Drummond de Andrade.

2. Características

- Distanciamento das propostas mais radicais da primeira fase.
- Temáticas voltadas para o politizado, espiritual e simbólico.
- Manutenção da liberdade formal e da coloquialidade da primeira fase.
- Resgate de formas fixas como o Soneto e a regularidade métrica dos versos.

3. Principais Autores

- Carlos Drummond de Andrade.
- Cecília Meireles.
- Vinícius de Moraes.
- Murilo Mendes.
- José de Lima.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Concordância Verbal


Concordância Verbal

1. Introdução
- Estudar a concordância verbal é estudar a relação entre o sujeito e o verbo.

Roubaram o velho os meninos.
Roubou os meninos o velho.

2. Regra Geral
 - O sujeito concorda em número e pessoa com o verbo.

As instalações da empresa são precárias.
O prédio e o barracão da empresa são precários.

3. Casos Especiais – Sujeito Simples

3. 1 Sujeito Coletivo

a) O verbo permanece no singular, concordando com o sujeito, que é singular.

O bando sobrevoou a cidade.

b) O verbo poderá ir para o plural, quando houver restritivo plural. A preferência é o singular.

A multidão de torcedores invadiu / invadiram o campo após o jogo.

3. 2 Sujeito formado por um milhão, bilhão...

a) Segue a mesma regra do sujeito coletivo com expressão restritiva no plural.

Um milhão de pessoas assistiu / assistiram ao show.

b) Se houver a conjunção E, o verbo fica no plural.

Um milhão e cem mil pessoas assistiram ao comício.

3. 4 Expressões Partitivas com Expressão (A maioria / Parte de)

a) O verbo poderá ir para o plural, mas a preferência é pelo singular.

A maioria dos alunos compreendeu o conteúdo.
A maioria dos alunos compreenderam o conteúdo.

3. 5 Expressões Aproximadas (Mais de / Perto de)

a) O verbo concordará com o numeral que vier imediatamente à frete.

Menos de dez pessoas chegaram no show.
Mais de uma criança andou no brinquedo.

b) Quando MAIS DE UM indicar reciprocidade, o verbo ficará no plural.

Mais de uma pessoa agrediram-se.

3. 6 Expressão “UM DOS QUE”

a) O verbo ficará no singular se o elemento for o único a se relacionar com o verbo.

O Corinthians é um dos times paulistas que mais vezes foi campão estadual.

b) O verbo ficará no plural se o elemento não for o único a se relacionar com o verbo.

Casagrande é um dos ex-jogadores de futebol que
trabalham como comentarista esportivo.

3. 7 Expressão “NENHUM DOS QUE”

a) O primeiro verbo ficará no plural e o segundo, no singular.

Nenhum dos alunos que me procuraram trouxe o material.

3. 9 Pronomes Relativos (quem, quem)

a) Que: concorda com o antecedente.

Fui eu que quebrei a vidraça.
Fomos nós que telefonamos a você.

b) Quem: O verbo ficará na terceira pessoa do singular ou concordará com o antecedente.

Fui eu quem quebrou/quebrei a vidraça.

3. 10 Nomes Próprios no Plural

a) Nomes de obras: O verbo poderá ficar no plural ou no singular.

Os Lusíadas imortalizou/imortalizaram Camões.

b) Nomes de lugares: Caso haja artigo, o verbo concordará com ele. Caso contrário, o verbo fica no singular.

Os Estados Unidos comandam o mundo.
Campinas fica em São Paulo.

3. 12 Pronomes de Tratamento

a) O verbo sempre ficará na terceira pessoa, pois são pronomes de terceira pessoa.

Vossa Senhoria deve trazer seus documentos consigo.

3. 13 Silepse

a) Concordância com o significado da palavra, e não com sua forma escrita.

Os brasileiros torcemos pelo sucesso da Seleção.

4. Casos Especiais – Sujeito Composto

4.1 Sujeito Composto pela Conjunção E

a) Quando o verbo estiver após o sujeito composto, ficará no plural.

O hotel e a cidade são maravilhosos.

b) Quando o verbo estiver antes do sujeito composto, poderá ir para o plural ou concordar com o mais próximo.

É maravilhoso o hotel e a cidade.
São maravilhosos o hotel e a cidade.

c) Quando os núcleos forem sinônimos ou os estiverem formando gradação, o verbo deverá ficar no singular.

A lisura e a sinceridade frequenta pouco o Congresso Nacional.
Rancor, ódio e raiva é algo negativo para as pessoas.

d) Quando os núcleos estiverem no infinitivo, o verbo ficará no plural somente quando esses verbos forem antônimos.

Rir e chorar  se alternavam.
Trabalhar e estudar é importante.

4. 2. Sujeito Composto pela Conjunção OU

a) Quando houver a ideia de exclusão, o verbo permanecerá no singular.

O presidente ou o Governador fará o discurso de abertura do Congresso.

b) Quando não houver a ideia de exclusão, o verbo irá para o plural.

O Presidente ou o Governador estarão presentes na abertura do Congresso.

4.3 Sujeito Composto pela Conjunção COM

a) O verbo poderá ficar no singular ou no plural, facultativamente.

O gerente, com os funcionários, dará início à promoção de descontos.
O gente com os funcionários darão início à promoção de descontos.

4. 4. Sujeito Composto “UM E OUTRO”

a) O substantivo correspondente a ele ficará no singular, o adjetivo no plural e o verbo poderá ir para o singular ou para o plural.

Um e outro aluno indisciplinados será punido.
Um e outro aluno indisciplinados serão punidos.

4. 5. Sujeito Composto Formados por Pessoas Diferentes

a) O verbo concorda com a pessoa de número mais baixo.

Ele e eu faremos o trabalho.

b) Caso não houver primeira pessoa, o verbo poderá ficar na segunda pessoa do plural ou na terceira pessoa do plural.

Ele e vós deveis amar o próximo.
Ele e vós devem amar o próximo.

4. 6. Sujeito Composto Resumido por um Aposto

a) O verbo concorda com o aposto.

Matemática, Português, História, toda matéria é importante

5. Concordância com o verbo Ser

a) O verbo ser concorda, geralmente, com o elemento no plural, independentemente de ele ser sujeito ou predicativo.

As meninas são uma graça.
O problema daquele garoto são as inúmeras horas gastas nos jogos eletrônicos.

b) A concordância pode se dar com o elemento no singular caso esse elemento seja nome próprio ou pronome reto.

Ela é minhas grandes alegrias
Marcela é os sete pecados.

c) Quando indica horas e distância, a concordância é feita com o numeral.

São duas da tarde.
É um quilômetro até minha casa.

d) Quando indica data, a concordância é feita com o numeral ou com a palavra dia subentendida.

É/São dez de dezembro.

7. Concordância com o verbo Fazer

a) Quando o verbo fazer indica tempo transcorrido, é impessoal. Portanto, não flexiona.

Faz muito tempo que estou estudando este conteúdo.
Faz décadas que estou estudando essa matéria.

8. Concordância com o Verbo Dar, Bater, Soar

a) Quando esses verbos indicam horas, concordam com o numeral.

Bateram duas horas no relógio da sala.
Já deram duas horas de prova?

c) Quando há um instrumento indicador de horas, a concordância se dá pela regra geral.

O sino sou duas horas da tarde.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Pronomes Demonstrativos e Coesão

Pronomes Demonstrativos e Coesão

1. Introdução

- Os pronomes demonstrativos exercem importante função na coesão do texto.
    Este      / Isto
    Esse     / Isso
    Aquele / Aquilo

2. Uso do ESTE

2.1 Enunciação

a) Referência àquilo que está próximo do Locutor.

"Os problemas gerados por usinas nucleares são conhecidos. Esta reportagem tem como objetivo mostrar que eles não são..."

2.2 Referenciação.

a) Referência ao último elemento citado.

"A violência afeta cidades grandes e pequenas. Nestas, os índices tornam-se mais alarmantes a cada dia."

b) Alusão ao que será dito.

"Meus votos são estes: sucesso e felicidade.

3. Uso do ESSE

3.1 Enunciação

a) Referência àquilo que está próximo do Receptor.

"Você sente muitas dores de cabeça? Essas dores podem representar..."

3.2 Referenciação

a) Refere-se diretamente à ideia anterior.


"A Geografia é uma área do saber bastante abrangente. Essa disciplina estuda aspectos do clima...

4. Uso de ESTE / AQUELE

- São usados para retomar dois elementos.

"O estudo da medicina envolve atividades práticas e teóricas. Estas fornecem as bases para o entendimento daquelas".

5. Uso do MESMO / PRÓPRIO

- São denotadores de identidade.

"É sempre bom consultar um médico antes de iniciar um regime. A mesma coisa deve ser feita em relação às atividades físicas. Somente o próprio médico pode indicar..."

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Segunda Geração do Modernismo

Segunda Geração do Modernismo

1. Introdução
- Começa em 1930 e termina em 1915.
- Fim da fase heroica do modernismo e maturação da literatura - Neorrealismo.

2. Contexto Histórico

2.1 Mundial
a) Crise de 1929;
b) Segunda Guerra Mundial.

2.2 Nacional
a) Ascensão de Getúlio ao poder - golpe de 1930.
b) Revolução Constitucionalista - 1932.
c) Ação Integralista Brasileira - 1932 - Plínio Salgado
d) Aliança Nacional Libertadora - 1935 - Luiz Carlos Prestes
e) Consolidação do Estado Novo - 1937
f) Fim do Estado Novo: renúncia de Vargas em 1945.

3. Características Gerais

3.1 Temáticas
- Questionamento da realidade;
- Questionamento do indivíduo;
- Engajamento político / ideológico;
- Espiritualismo / Intimismo;

Realismo em Portugal


Realismo em Portugal


1. Introdução

1.1 A questão de Coimbrã: Marco do Realismo português
a) Sociedade do Raio - 1861.
b) Conflito entre Feliciano de castilho e Antero de Quental - 1865.
     >  De bom Senso e Bom Gosto.

1.2 Conferências Democráticas do Cassino Lisbonense
a) O grupo realista chega à Lisboa - 1871.
b) O grupo de Coimbrã funda o grupo chamado Cenáculo.
c) Passam a discutir no Cassino Lisbonense o atraso de Portugal.
     > Palestras de Eça de Queirós.
d) O Cassino foi fechado porque as ideias se tornaram muito subversivas.

2. Autores

2.1 Antero de Quental

> Vida
- Nasceu em 1842, na cidade de POnta Delgada.
- Estudou no Colégio do Pórtico (Feliciano de Castilho).
- Estudou direito em Coimbrã.
- Muda-se para Paris onde luta pelo socialismo.
- Funda a associação portuguesa dos trabalhadores.
- É acometido por grave depressão.
- Suicida-se com um tiro na cabeça em 1889.

> Características
- Temas Universais;
- Preocupação social;
- Preocupação filosófica;
- Preferência pelo soneto;
- Apego à morte.

> Obra
- Odes Modernas;
- Primaveras Românticas;
- Raios de Extinta Luz;


2.2 Cesário Verde

> Vida
- Nasceu em Lisboa, em 1855;
- Filho de pais agricultores comerciantes;
- Desde de cedo se dedicou a tarefas práticas;
- Começou o curso de Letras, mas não terminou;
- Conheceu Silva Pinto (responsável por reunir suas poesias);
- Morreu aos 31 anos de idade, tuberculoso.

> Características
- Temáticas do cotidiano;
- Influência romântica;
- Anúncio do Simbolismo;
- Uso de figuras de linguagem;
- Subjetividade.

> Obra
- O livro de Cesário Verde

2.3 Eça de Queirós

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Padre Antônio Vieira


Padre Antônio Vieira

1. Introdução
- Único representante da literatura de oratória sagrada no Brasil.
- Pertence ao Barroco – palavra e estilo predominante no Brasil do sec. XVII.

2. Vida
- Nasceu em Lisboa, mas veio ao Brasil com sua família em 1609.
- Estudou em escola de jesuítas e, depois, juntou-se a companhia de Jesus.
- Estudou lógica, gramática e cultura clássica com os jesuítas – inteligência admirável.
- Com 33 anos, voltou a Portugal para resolver o impasse entre seu país e a Holanda.
- Suas ideias não foram aceitas e, por isso, voltou ao Brasil, mudando-se para Maranhão.
- Foi expulso Brasil devido a suas ideias contestadoras. Voltou a Portugal, onde foi perseguido pela inquisição.
- Refugiou-se em Roma e, depois, voltou ao Brasil, na Bahia, onde morreu.

3. Características
- Jogos de ideias.
- Raciocínio lógico.
- Racionalismo / logicismo.

4. Principais Obras
- Sermão da Sexagésima.
            Embasado no evangelho de Lucas. (parábola do semeador).
            Sermão sobre o ato de pregar (crítica aos jesuítas – complexidade).

- Sermão do Mandato.
- Sermão de Santo Antônio aos Peixes.

Augusto dos Anjos


Augusto dos Anjos

1. Introdução
- É considerado um dos poetas mais originais da literatura brasileira.
- Não se enquadra em nenhuma escola específica – Parnasiano-Simbolista.

2. Vida
- Nasceu na Paraíba – Engenho do Pau d’Arco
- Viu a decadência do sistema agrário de produção de cana.
- Estudou Direito em recife, onde entrou em contato com a poesia científica.
- Ao se formar em direito, preferiu tornar-se professor de Língua Portuguesa.
- Possuía a saúde frágil de debilitada, o que lhe conferia aspecto senil e debilitado.
- Morreu em Minas Gerais, com pouco mais de 30 anos, acometido por pneumonia.

3. Características
- Cientificismo – reduz o homem a elementos químicos.
- Pessimismo – visão negativista da vida.
- Angustia / Ceticismo / Apego à morte.

4. Divisão da Obra
- Simbolista: “Versos Íntimos”
- Egocêntrica: “Psicologia de um Vencido”
- Matura: “Ao luar”

Sagarana



Sagarana – Guimarães Rosa

1. Introdução
- Obra Regionalista.
- Composto por noves Conto/Novelas/Fábulas.
- Confeccionado para concurso de contos em 1937. Publicado em 1946.
- O título é um hibridismo – saga (palavra germânica): "canto heroico", "lenda"; rana, (palavra tupi): "que exprime semelhança ".

2. Características
2.1 Linguísticas
- Neologismos e Hibridismos.
- Renovação do Regionalismo Brasileiro (Arcaísmos, Regionalismos e Estrangeirismos).

2.1 Temáticas
- Lendas e fantasias típicas do sertão (caráter de fábula).
- Conflitos do homem rústico do interior de Minas Gerais (heróis do sertão).

2.3 Reflexivas
- Universalismo – “O Serão é o Mundo”.
- Fé comum – crença que iguala todos os homens.
- Imposição do destino – é o culpado de todas as ações dos homens.

3. Classificação dos Contos
a) Contos de Crescimento: “O Burrinho Pedrês”
b) Contos de Humanização: “Conversa de Bois”
c) Contos de Feitiçaria: “Corpo Fechado”
d) Contos de Instantes: “A Hora e Vez de Augusto Matraga
e) Contos de Costumes: “Minha Gente”
f) Contos de Travessias: “Duelo”
g) Contos de Natureza: “Sarapalha”