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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Fernão Lopes

Fernão Lopes
1. Introdução
- Considerado o primeiro prosador em Língua Portuguesa.
- É conhecido como o Heródoto português.

2. Vida
- Nasceu em 1380, em família humilde.
- Ocupou vários cargos de confiança na Corte de Avis no tempo de D. João I.
- Foi nomeado Guarda-Mor da Torre do Tombo em 1418. E em 1454 foi promovido Cronista-Mor do reino.
- Morrem em 1459/1460 (?).

3. Fernão Lopes Historiador
- Distingue-se de seus contemporâneos pela imparcialidade, pelo trabalho rigoroso de pesquisa e investigação dos fatos e documentos, levantados junto ao arquivo da Torre do Tombo, aos cartórios e registros paroquiais, sepulturas etc.
- Concepção de História em Fernão Lopes é regiocêntrica, isto é, está centralizada na figura dos reis e dividida em períodos correspondentes aos seus reinados. Contudo, Fernão Lopes buscava uma visão de conjunto da sociedade portuguesa, valorizando as massas populares. 
- Seu espírito crítico, seu conhecimento dos autores da Antiguidade clássica e sua visão da importância do homem como agente da história revelam a aproximação com o espírito do Humanismo.

4. Fernão Lopes Escritor
- Excelência da realização artística. Por isso, interessam também à Literatura.
- Estilo elegante, elaborado, mas sóbrio, sem maneirismos ou afetações.
- estilo com ações simultâneas, cortes abruptos na narrativa, digressões.

5. Principais Crônicas
- Crônica de El-Rei D. Pedro;
- Crônica de El-Rei D. Fernando;
- Crônica de El-Rei D. João I (primeira e segunda par­tes, compreendendo da Revolução de Avis até a expedição a Tânger).

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Poesias Palacianas

Poesia Palaciana
1. Introdução
- Produção lírica da literatura portuguesa entre o século XV e a primeira metade do século XVI.
- Desvinculação entre poesias e música, característica presente na produção trovadoresca.

2. Características
- Uso de métricas (redondilha maior / menor);
-  Ambiguidades, conotação, aliteração e jogo de palavras;
- Presença de idealismo e sensualidade;

3. Estrutura
- Mote: estrofe colocada no início de um poema, usada como motivo/tema da obra.
- Glosa: composição poética que desenvolve o mote.

4. Principais escritores
- Garcia de Resende, João Ruiz de Castelo Branco, Nuno Pereira, Fernão da Silveira, Conde Vimioso, Aires Teles, Diogo Brandão e Gil Vicente.

5. Cancioneiro Geral
- “Cancioneiro Geral” (elaborado por Garcia Rezende, em 1516) reúne cerca de 900 produções poéticas da época.

6. Exemplos
Exemplo I
“Meu amor, tanto vos amo,
que meu desejo não ousa
desejar nenhuma cousa.
Porque, se a desejasse,
logo a esperaria;
e, se eu a esperasse,
sei que vos anojaria.
Mil vezes a morte chamo,
e meu desejo não ousa
desejar-me outra cousa.”
(Conde Vimioso)

Exemplo II
“Meu amor tanto vos quero,
que deseja o coração
mil cousas contra a razão.
Porque, se vos não quisesse,
como poderia ter
desejo que me viesse
do que nunca pode ser?
Mas conquanto desespero,
e em mim tanta afeição,
que deseja o coração.”
(Aires Teles)

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Auto da Barca do Inferno

Auto da Barca do Inferno

1. Introdução
- Publicada em 1517;
- Gil Vicente a chamou de Auto da Moralidade;
- Redigida para Rainha Lianor e para o Rei Manuel;
- Trata-se de uma trilogia: "Auto da Barca do Inferno", "Auto da Barca do Purgatório", "Auto da Barca do Céu".

2. Análise Estrutura
- Auto: Texto dramático de cunho didático e religioso, composto em tons humorísticos.
- Espaço: Lugar onde as almas se dirigem após se desligarem do corpo.
- Personagens:
> Anjo: Barco I
> Diabo: Barco II
> Almas: 
- Fidalgo, Onzeiro, Parvo, Sapateiro, Frade, Brísida Vaz, Judeu e Bode, Enforcado e Cavaleiros Cruzados.

3. Linguagem
- Versos heptassílabos (redondilha menor), em tom coloquial.

4. Fortuna Crítica
- Amostra da sociedade lisboeta;
- A obra expõe de forma satírica e despojada os grandes vícios humanos;
- A personagem do Diabo é uma espécie de mercador de almas, que as ganha por meio do argumento.


terça-feira, 20 de março de 2012

Humanismo

Humanismo

1. Introdução

- Movimento surgido na Europa na época do Renascimento. É um movimento de transição entre a Idade Média e a Moderna

- O Homem é colocado como centro de todas as coisas.

2. Contexto Histórico

2.1 Ciência

- Avanços tecnológicos nas áreas da física, matemática e medicina.
- Invenção da imprensa.

2.2 Filosofia

- Retomada dos estudos clássicos: poetas e filósofos

2.3 Religião

- Resgate do cristianismo de raiz.
- Questionamento das práticas da igreja.

2;4 Sociedade

- Surgimento da burguesia e do "status" social.
- Crescimento e consolidação das cidades - comércio marítimo.

3. Principais Escritores

- Dante Alighieri (Divina Comédia)
- Petrarca (Cancioneiro)
- Bocaccio (Decamerom)

Humanismo em Portugal

1. Introdução

- Inicia-se em 1434, quando Fernão Lopes se torna cronista-mor da Torre do Tombo.
- Fida-se em 1527, quando Sá de Miranda introduz a "Medida Nova".

2. Contexto Histórico

- Nascimento do Absolutismo - Dinastia dos Avis
- Início das grandes navegações
- Crescimento populacional de Lisboa - Centro da Europa.

3. Manifestações Literárias

3.1 Prosa

a) Fernão Lopes
- Pai da historiografia portuguesa
- Crônicas sobre a história mais remora de Portugal (pesquisa).
- Pesquisa vinculada a um estilo literário fino e rebuscado (ironia).

3.2 Poesia Palaciana

a) Garcia Resende
- Organizou o "Cancioneiro Geral" (1516).
- Poesias Palacianas (desvinculadas da música).
- Medida Velha (redondilhas maiores ou menores).

3.3 Teatro popular

a) Gil Vicente
- Nasceu por volta de 1465.
- Exerceu a função de ourives / alfaiate.
- Organizava peças palacianas (Cancioneiro Geral).
- Tinha prestígio na corte.
- Pai do Teatro Popular.