quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Modernismo Português

Modernismo em Portugal
1. Introdução
É inaugurado pela Revista "Orpheu" em 1915.

2. Contexto Histórico
2.1 Mundial
a) 1914 – Primeira Guerra Mundial
b) 1919 – Revolução Russa
2.2 Português
a) Desgaste da Monarquia Constitucional;
b) Aspiração a modelos republicanos;
c) Ultimato Português – Intimidação da Inglaterra;
d) Proclamação da República (1910)
e) Envolvimento com a Primeira Guerra Mundial – Tempos de escassez e fome
f) Início do Salazarismo

3. Características
3.1 Ideológicas

- atitude irreverente em relação aos padrões estabelecidos;
- reação contra o passado, o clássico e o estático;
- temática mais particular e individual;
- preferência pelo dinamismo e velocidade vitais;
- busca do imprevisível e insólito
- abstenção do sentimentalismo fácil e falso.

3.2 Formais
- comunicação direta das idéias: linguagem cotidiana.
- esforço de originalidade e autenticidade;
- aparente hermetismo, expressão indireta em vez de absoluta clareza.
- valorização do prosaico e bom humor;
- liberdade forma: verso livre, ritmo livre.

4. Fases do Modernismo Português
4.1 1915 – Orfismo: Inauguração do Modernismo em Portugal
a) Características
Elaboração e difusão da Revista “Orpheu”;
Inserção de novidades das vanguardas europeias em Portugal e modificar o cenário artístico;
b) Autores:
Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro
4.2 1927 – Presença: Aprofundamento dos aspectos modernistas em Portugal
a) Características
Busca por uma “literatura viva” (personagem artística espontânea e original).
b) Autores:
José Régio, João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca
4.3 1940 – Neo-Realismo: Combate do Fascismo
a) Características
Problematização Social
Densidade psicológica
b) Autores
Alves Redol, Ferreira de Castro, Virgílio Ferreira

***

Os únicos dois números desta revista, lançados em Março e Junho de 1915, marcaram a introdução do modernismo em Portugal. Tratava-se de uma revista onde Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros e Fernando Pessoa, entre outros intelectuais de menor vulto, subordinados às novas formas e aos novos temas, publicaram os seus primeiros poemas de intervenção na contestação da velha ordem literária; o primeiro número provocou o escândalo e a troça dos críticos, conforme era desejo dos autores; o segundo número, que já incluiu também pinturas futuristas de Santa-Rita Pintor, suscitou as mesmas reações. Perante o insucesso financeiro, a revista teve de fechar portas, pois quem custeava as publicações era o pai de Mário de Sá Carneiro e este cometeu suicídio em 1916. No entanto, não se desfez o movimento organizado em torno da publicação. Pelo contrário, reforçou-se com a adesão de novos criadores e passou a desenvolver intensa actividade na denúncia inconformista da crise de consciência intelectual disfarçada pela mediocridade académica e provinciana da produção literária instalada na cultura portuguesa desde o fim da geração de 70, de que Júlio Dantas (alvo do Manifesto Anti-Dantas, de Almada) constituía um bom exemplo.