segunda-feira, 21 de maio de 2012

Macunaíma


1. Introdução
- É classificado como rapsódia – alusão às Epopeias Medievais.
- Foi publicado em 1928, embora tenha sido escrito em 1926, em 15 dias.
- É resultado de apontamentos sobre o folclore brasileiro – pesquisas de Mário de Andrade.

2. Características
- Linguagem e estrutura ‘barbaramente violentadas”.
- É uma das expressões caracterizadoras do modernismo.
- Técnica da bricolagem: mescla lendas com vida cotidiana.
- Caracterização do “modo de ser brasileiro” – Pesquisa de Paulo Prado (Retrato do Brasil).

3. Temáticas
- Apatia – o brasileiro é apático ao serviço;
- Subdesenvolvimento – "pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são"
- Complexo Racial – debate sobre as raças formadoras do Brasil.
- Civilização – Muiraquitã: representa o lado indígena de Macunaíma
- Estrangeiro- Piaimã (Venceslau Pietro Pietra) dominador, maldoso, instruído.
- Língua – coloquialismo e empréstimos linguísticos indígenas.

4. Estrutura Narrativa
4.1 Narrador: terceira pessoa, onisciente - interrompido pelas falas das personagens.
4.2 Espaço: espaço fantasioso (São Paulo / Floresta Amazônica).
4.3 Tempo: Cronológico fantasioso – não se sabe a época.
4.4 Personagens

a) Macunaíma: “anti-herói” brasileiro. Possui todas as características negativas do povo brasiliero.
b) Maanape e Jigué: Irmãos de Macunaíma. São enganados pelo protagonista
c) Ci: verdadeiro amor de Macunaíma( O intitula príncipe do mato virgem).
d) Gigante Paimã: Venceslau Pietro Peitra (rouba a muiraquitã) – Antagonista.

5. Fortuna Crítica
- Retrato da cultura brasileira – formação do Brasil
- Cartas para Icamiabas – crítica ao modo de vida brasileiro e a linguagem. Mudança de perspectiva: o índio descreve o civilizado.
- Consciência – a civilização deixa a consciência de lado. Macunaíma, ao mudar-se para São Paulo, deixa a consciência no Amazonas.