1. Introdução
- É classificado como rapsódia – alusão às Epopeias Medievais.
- Foi publicado em 1928, embora tenha sido escrito em 1926,
em 15 dias.
- É resultado de apontamentos sobre o folclore brasileiro –
pesquisas de Mário de Andrade.
2. Características
- Linguagem e estrutura ‘barbaramente violentadas”.
- É uma das expressões caracterizadoras do modernismo.
- Técnica da bricolagem: mescla lendas com vida cotidiana.
- Caracterização do “modo de ser brasileiro” – Pesquisa de
Paulo Prado (Retrato do Brasil).
3. Temáticas
- Apatia – o brasileiro é apático ao serviço;
- Subdesenvolvimento – "pouca saúde e muita saúva, os
males do Brasil são"
- Complexo Racial – debate sobre as raças formadoras do
Brasil.
- Civilização – Muiraquitã: representa o lado indígena de
Macunaíma
- Estrangeiro- Piaimã (Venceslau Pietro Pietra) dominador,
maldoso, instruído.
- Língua – coloquialismo e empréstimos linguísticos
indígenas.
4. Estrutura Narrativa
4.1 Narrador: terceira pessoa, onisciente - interrompido
pelas falas das personagens.
4.2 Espaço: espaço fantasioso (São Paulo / Floresta
Amazônica).
4.3 Tempo: Cronológico fantasioso – não se sabe a época.
4.4 Personagens
a) Macunaíma: “anti-herói” brasileiro. Possui todas as
características negativas do povo brasiliero.
b) Maanape e Jigué: Irmãos de Macunaíma. São enganados pelo
protagonista
c) Ci: verdadeiro amor de Macunaíma( O intitula príncipe do
mato virgem).
d) Gigante Paimã: Venceslau Pietro Peitra (rouba a
muiraquitã) – Antagonista.
5. Fortuna Crítica
- Retrato da cultura brasileira – formação do Brasil
- Cartas para Icamiabas – crítica ao modo de vida brasileiro
e a linguagem. Mudança de perspectiva: o índio descreve o civilizado.
- Consciência – a civilização deixa a consciência de lado.
Macunaíma, ao mudar-se para São Paulo, deixa a consciência no Amazonas.